segunda-feira, 12 de maio de 2014

#Vaitereleição ou eleição é eleição

Não só vai ter Copa do Mundo, como vai ter eleição. Isso não só significa que vão gastar dinheiro público com adesivos de carro e camisetas pra dormir, nem só que vão roubar uma hora por dia das TVs abertas. Significa que você vai escolher. Não entre modelos de política pública, entre ideologias e visões de mundo, entre bons programas para educação e saúde ou qualquer outra coisa que importe para você. Você vai escolher entre pessoas. Pessoas que podem representar variações entre as coisas importantes, mas a escolha por grandes mudanças não está no seu cardápio. Vejamos então o que está no cardápio:

A eleição no Rio de Janeiro, por exemplo, é como uma grande fusão entre clássicos do cinema: Jason vs. Freddy Gruger misturado com Alien contra Predador. O susto é garantido. A boa notícia é que só um vai sair vivo. A má notícia é que você só vai poder se livrar dele daqui a mais quatro anos. A trilha sonora é Filme de Terror, de Sérgio Sampaio, que você pode ouvir clicando aqui.

No Espírito Santo, o Imperador quer voltar. Mas o Casão quer ficar. Parece que vamos ter um duelo de titãs ou coisa que o valha. Quem tiver mais garrafa vazia pra vender, vai levar. Parece também que a obviedade foi ficando em segundo plano nas contas políticas das pessoas no ES. Contas estranhas foram feitas, promessas impossíveis de serem cumpridas foram dadas como acertos.

Então, vamos às obviedades: o ES é um estado da federação. Implicações: longe de simplesmente fazerem o que querem, nossos políticos locais respondem a diretórios centrais de partidos com forte poder de pressão sobre eles. Como diria Raul Seixas, "é que lá de cima, lá da beira da piscina, olhando os simples mortais, das alturas fazem escrituras e não me perguntam se é pouco ou demais" (Judas, clique aqui para ouvir.) Lembrem-se de como, há quatro anos, a adesão do PSB à candidatura da Dilma interferiu frontalmente no cenário local.

Obviedade dois: numa eleição presidencial que parece que vai ser apertada, é tendência que os candidatos a presidente queiram caçar cada voto em cada estadinho perdido. Implicação: é bem possível que cada candidato a presidente queira um candidato a governador em cada estado para chamar de seu. E que esse candidato seja o mais forte o possível. Nisso aposta o azarão Guerino Balestrassi do PSDB. O que ele precisa provar é que é forte para carregar Aécio.

Por tudo isso me espanta a postura do PT local ao tentar apoiar um candidato a reeleição do PSB e a fala de Casagrande sustentada por meses de que permaneceria "neutro". Neutro nem o PH #trocadalhodocarilho. Parece que Casagrande, no discurso de semana passada, fez com os petistas como um pai ou um professor faz quando vai explicar que a vida é dura e tem coisas indesejadas, mas inescapáveis. Assim, ele explicou que ele é do PSB (pasmem, ele sempre foi do PSB) e que vai apoiar (cuidado para não cair para trás de tanto susto #ironia) o candidato a presidência do PSB. E completou falando grosso, no melhor estilo "quem não está comigo está contra mim".

Num blog sobre tautologia, tanta obviedade agrada. Pra completar, digo que a base aliada do governo federal precisa de um candidato. E PH, vem mesmo? Ele disse que vem. Fugir com o rabinho entre as pernas porque Casagrande rugiu não parece o estilo dele. Mas Hartung pensa umas jogadas na frente. Enquanto eu tô colhendo o milho, ele tá comendo bolo de fubá. Ainda acho que diante da investida do Casagrande, recuar pareceria medo. E se ele, que é o Imperador, está com medo, é porque está na hora de aposentar.

Na eleição presidencial, a novidade é o Eduardo Campos. Campos se cacifou, se organizou e vem que vem que vem quicando. Ele conta com a velha máxima maquiavélica de quem tem virtú atrai fortuna, que pode ser traduzida nos dizeres de Thomas Jefferson de que quando mais se trabalha mais sorte se tem ou do popular "Deus ajuda quem cedo madruga". De resto é isso aí. O que eu achei divertido mesmo até agora nas eleições presidenciais foram as caras e bocas:




Dudu Campos fica bonitinho de colar, né?

É isso aí, eleição é eleição.

Um abraço!