Quando eu chego lá, na entrada da vistoria, o atendente me pede para ver o recibo de compra e venda. Sem problemas, entrego o recibo. Ele olha e recibo e dispara: "o senhor tem que assinar o recibo e reconhecer firma." Putz grila.
Vou atrás de um cartório. Eu estava longe de casa, consequentemente, longe do cartório onde eu tenho firma. Mas enfim, dinheiro é um pedaço de papel que só serve para a gente gastar: fiz um cartão de firma em um cartório qualquer e voltei para dar andamento na tal desalienação e transferência.
O rapaz do Detran que faz a vistoria checou o extintor, os pneus, o número do chassi, a seta e os faróis. E foi um ótimo dia para a lanterna do meu farol dianteiro direito queimar. Ok, mea culpa, mea maxima culpa, lanterna queimada não pode. Saio de novo para comprar uma lanterna.
Voltei, lanterna nova, farol funcionando, documento preenchido, tudo muito bom, tudo muito bem, é só pagar a dolorosa e ir embora, certo? Errado. Para o reconhecimento de firma ser válido, o cartório tem que preencher um sistema na internet. E o prazo para esse sistema estar atualizado é de quarenta e oito horas. "Volta daqui a dois dias..." - disse a moça que faz o trâmite do processo.
Veja você, que loucura. Eu já estava acostumado a eu não ser eu a menos que o cartório diga que eu sou eu e reconheça que aquela assinatura ali é minha. Mesmo que eu assinasse na frente do diretor do Detran, somente o cartório poderia dizer que aquela assinatura é de fato minha. Tudo bem. Mas agora não basta mais o carimbo do escrivão. Agora tem internet. E internet, você sabe, torna tudo mais rápido (ironic mode on). Que me resta senão voltar no prazo determinado? Burocracia é burocracia.
Deixo vocês com Asterix na casa de enloquecer.
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